sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Um menino nos nasceu (esboço de pregação para o culto de Natal).

 Um menino nos nasceu (esboço de pregação para o culto de Natal).

Tipo de sermão: textual 

Texto base: (Isaias 9.6)

Introdução: Aproximadamente 700 anos antes do nascimento do Senhor Jesus o profeta anuncia este evento único e sublime: “Porque um menino nos nasceu". No verso 14 do capitulo 7, o profeta diz que este menino que nasceria de uma virgem seria o Emanuel, que segundo o evangelista Mateus é o Deus conosco (Mt 1.23).
Embora não haja uma ordenança bíblica para que se celebre o nascimento de Cristo, mas para que se celebre a sua morte (1Co 11.24-26) já que este foi o ato que possibilitou a nossa redenção. No entanto o dia 25 de dezembro é o dia em que o mundo todo lembra o nascimento de Jesus, e nós cristãos não podemos deixar de celebrar também este acontecimento.
Vejamos algumas verdades importantes que o profeta nos revela neste texto sobre o nascimento do nosso Salvador:

1. O Senhor Jesus foi dado, foi concedido, como um presente de Deus a humanidade “um filho se nos deu”.

- (Jo 3.16) O ato de Deus doar o seu único filho pela humanidade foi a maior prova de amor de toda a história.
- (Rm 5.8) O amor de Deus se manifestou por nós na doação de seu filho quando nós ainda éramos pecadores.
- (1Jo 4.9) Deus no doou o seu filho para que por meio dele pudéssemos ter vida (Jo 10.10).

2. O menino que nasceu segundo a palavra do profeta é o grande Rei “e o principado está sobre os seus ombros”.

- Os judeus esperavam que o Messias reinasse sobre eles para libertá-los do jugo romano (At 1.6). Mas Jesus disse que o seu reino não era deste mundo (Jo 18.36).
- (1Tm 6.15) O Rei dos reis se manifestará no tempo apropriado.
- (Ap 19.15-16) O Rei dos reis castigará a impiedade das nações e as regerá com vara de ferro.

3. Os nomes que revelam o caráter do Rei que nos foi concedido “e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

- Maravilhoso: (Mt 8.27) Ele faz maravilhas como nenhum outro.
-Conselheiro: (Mt 7.24) Só aquele que ouve e pratica as suas palavras pode ser considerado prudente.
- Deus forte: Desde o inicio do cristianismo até hoje sempre houve os que negam a divindade de Jesus, mas bem antes do seu nascimento o profeta já deixava isto bem claro. João declarou que Ele é o verdadeiro Deus (1Jo 5.20).
- Pai da eternidade: Há os que acreditam que Cristo é um ser criado, mas Ele é desde os dias da eternidade (Mq 5.2). Antes de Abraão Ele é o “Eu sou” (Jo 8.58).
- Príncipe da paz: Só Jesus pode nos dar a verdadeira paz, diferente da que o mundo dá (Jo 14.27).


Conclusão: Deus presenteou o mundo com o seu filho Amado, para que todo aquele que desejar responder a este amor, por meio da fé, alcance a justificação dos seus pecados e a vida eterna. 
Feliz Natal!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Aliviando a carga (ilustração para pregação)

Aliviando a carga (ilustração para pregação)

Conta-se que em um vilarejo morava um homem rico e muito ambicioso que nunca se contentava com o que tinha, queria sempre mais. Para atingir seus objetivos de lucro este homem não hesitava em explorar ao máximo os seus empregados, nas suas negociações ele buscava sempre levar a melhor, nunca se preocupava nem um pouco em prejudicar a outra parte.
Morava neste mesmo vilarejo um cristão, que continuamente anunciava a vida eterna. Quando o rico ouviu este homem falar sobre algo que ele ainda não tinha, teve logo curiosidade de pergunta-lo como poderia adquirir aquilo.
O cristão lhe disse: Venha comigo e eu lhe ensinarei o segredo para alcançar a vida eterna.
Naquele vilarejo havia um morro muito alto, chegando com o rico ao pé deste morro o cristão lhe disse: Pegue três pedras e vamos subir comigo este morro, enquanto isto vou lhe ensinando o segredo para a vida eterna.
Quando subiram alguns metros, o rico disse: Não consigo prosseguir, o peso destas pedras me impede.
O cristão disse: Lance uma fora e prossiga com as outras duas.
Assim o rico pode caminhar mais alguns metros, mas logo se cansou novamente. O cristão então lhe orientou a descartar mais uma pedra, o que lhe permitiu subir mais alguns poucos metros com aquela ultima pedra. Mas ele novamente parou e disse: Não consigo! É impossível subir com este peso.
O cristão então lhe disse: Então jogue fora esta pedra também e vamos subir. Logo os dois chegaram ao todo do monte.
O rico logo perguntou: Então? Qual é o segredo para se adquirir a vida eterna?
O cristão lhe esclareceu: Assim como foi preciso que você aliviasse o peso das pedras para chegar aqui, é necessário aliviar o peso do pecado para se alcançar a vida eterna.


“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12.14)


(Baseado em ilustração encontrada na internet)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Aprendendo com as virtudes dos jovens da bíblia

Estudo bíblico em forma de esboço
Tema: Aprendendo com as virtudes dos jovens da bíblia.

Introdução: Ao longo das escrituras encontramos muitos jovens que se mostraram virtuosos, aprenderemos grandes lições se atentarmos para o exemplo de vida deles. Vejamos alguns exemplos:

1: José e sua fidelidade a Deus, mesmo quando ninguém estava vendo (Genesis 39.7-12).

2: Moisés e sua visão espiritual (Hebreus 11.24-26).

3: Rute e sua decisão firme de servir ao Deus verdadeiro (Rute 1.15-17), seu esforço (Rute 2.2) e sua prudência e virtude (Rute 3.10-11).

4: Samuel e sua decisão de não seguir o mau exemplo (1 Samuel 2.12-18,22,26).

5: Davi, seu zelo pelo Senhor, sua coragem e confiança em Deus (1 Samuel 17.26, 31-37,45).

6: Ester, sua modéstia (Ester 1.13-17), sua coragem e devoção a Deus (Ester 4.16).

7: Daniel e seu propósito de não se contaminar (Daniel 1.5,8).

8: Timóteo e sua dedicação ao Reino de Deus (1 Timóteo 4.12).


Conclusão: A bíblia registra historias de jovens que decidiram dedicar inteiramente a sua mocidade ao Senhor e também a historia de outros que não quiseram fazer o mesmo e que inevitavelmente colheram as consequências da sua má escolha. Sigamos o exemplo dos fieis!

veja também: Como ser um jovem forte

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A transformação pela renovação do nosso entendimento

A transformação pela renovação do nosso entendimento

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1-2)

O cristão é chamado para ser uma nova criatura em Cristo Jesus (2 Coríntios 5:17), para viver e andar de maneira transformada na presença do Senhor. Mas para que esta transformação seja uma realidade constante em nossas vidas, uma coisa é fundamental: a renovação do nosso entendimento. Precisamos deixar de pensar, de analisar e de enxergar o mundo como o mundano vê. Precisamos encará-lo com o olhar de Cristo.
O entendimento é algo vital para o ser humano, como ser racional que é. É o entendimento que dirige as ações do ser humano. Um exemplo simples nos ajuda a entender isto: Quando saímos de casa para ir a um lugar costumeiro, seja o trabalho, a igreja, ou mesmo ao mercado, não precisamos de GPS, aquela rota está gravada em nossa mente e naturalmente chegamos lá. Espiritualmente não é diferente. Percorreremos sempre o caminho por onde nosso entendimento nos guiar. Dai a grande necessidade de termos um entendimento transformado e moldado pela palavra de Deus.
Um passo importante para termos um entendimento renovado é estarmos dispostos a nos apresentar como sacrifício vivo a Deus. É estarmos dispostos a nos rendermos sem reservas. Jamais poderemos corresponder na mesma altura o amor que Cristo nos demonstrou, pois ele sendo Deus se fez homem para morrer por nós. Mas no mínimo devemos entregar e dedicar as nossas vidas a Ele: E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5:15).
Outro passo para termos um entendimento renovado é não nos conformarmos com este mundo, haja visto, que o mundo e o reino de Deus tem governos opostos, ou seja, enquanto o reino de Deus é dirigido por Cristo o mundo jaz no maligno (1 João 5:19) que é o seu príncipe (João 12:31). Por isso a visão do mundo jamais contemplará a vontade de Deus, mas sim a vontade daquele que o dirige. Assim nós, os filhos de Deus, não poderemos jamais nos conformar com esta sua visão. O Senhor Jesus bem disse que nós estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele (João 17:11-14).
O texto de Paulo nos mostra claramente que só quando tivermos uma vida transformada, o que só é possível se tivermos também um entendimento renovado pela palavra de Deus o que nos fará pensar e enxergar como Cristo e não como o mundo. Só então, poderemos também experimentar a vontade de Deus a qual é boa, agradável, e perfeita para as nossas vidas.

Buscando sempre na palavra do meu Deus a renovação do meu entendimento, para viver assim de maneira transformada e experimentar a boa vontade Dele em todo tempo.


Sidone Gouveia


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Três atitudes para o crente estar firmado na fé (esboço de pregação)

Três atitudes para o crente estar firmado na fé (esboço de pregação) 

Tipo de sermão: temático 

Texto base: (Colossenses 1.21-23) 

Introdução:
- Estar firme na fé é condição para permanecer reconciliado com Deus (v.23), (v.21).
- Muitos tem andado vacilantes e inconstantes.
- As promessas da Palavra são exclusivas para aquele que ficar firme até o fim.
Vejamos então três atitudes que são indispensáveis para que o crente esteja firmado na fé:

1. Para estar firmado na fé é preciso andar em constante vigilância.

- (Mateus 26:41) Precisamos vigiar e orar constantemente, porque embora o espírito esteja preparado a carne é fraca.
- (1 Pedro 5:8) Devemos ser sóbrios o tempo todo porque o inimigo vive ao derredor buscando nos tragar.
- (1 Coríntios 9:27) Precisamos seguir o exemplo de Paulo, subjugar o nosso corpo para não corrermos o risco de sermos reprovados.
Ilustração: (As dez virgens)

2. Para estar firmado na fé é preciso conhecer e praticar a Palavra.

- (Tiago 1:25) Só pode estar firme na fé, aquele que não é ouvinte esquecido, mas cumpridor da Palavra.
- (Oséias 4:6) O povo de Deus é destruído quando lhe falta conhecimento da vontade de Deus, a qual está expressa na Palavra.
- (João 14:21) Só ama verdadeiramente a Cristo, aquele que tem os seus mandamentos e os guarda.

3. Para estar firmado na fé é preciso ser cheio do Espírito Santo.

- (Gálatas 5:16) Quando andamos no Espírito não cumprimos a concupiscência da carne.
- (Romanos 8:5-6) A inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
- (Efésios 5:18) Não podemos nos envolver com o mundo, mas devemos nos encher do Espírito.


Conclusão: Quando adotamos estas três atitudes: vigiamos, aprendemos e vivemos a Palavra e nos enchemos do Santo Espírito, com certeza estamos firmados na fé.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Praticando a verdadeira religião (esboço de pregação)

Praticando a verdadeira religião (esboço de pregação)

Texto base: (Is 29,13)

Tipo de sermão: temático 


Introdução: Os pais da igreja interpretavam o termo religião por “religar”, ou seja, o propósito da religião é religar o homem a Deus. No entanto, a religião só cumprirá este papel em nós, se a religião que praticarmos for verdadeira e não falsa.
Vejamos três pontos fundamentais para que a nossa religião seja verdadeira:

1. A prática da verdadeira religião se baseia na Palavra de Deus e não em filosofias e tradições.
- A bíblia nos adverte a ter cuidado para não sermos seduzidos pelas filosofias e tradições (Cl 2.8).
- As tradições, muitas vezes, invalidam os mandamentos de Deus (Mc 7.9).
- A Palavra de Deus é totalmente suficiente para nos guiar em toda boa obra (2Tm 3.16-17).

2. A prática da verdadeira religião produz frutos espirituais.
- Israel foi rejeitado porque não produzia mais frutos (Mt 21.43).
- A religião só é pura e imaculada se for acompanhada de piedade (Tg 1.27).
- Se não formos capazes de mortificar a nossa carne, a nossa religião se torna vã (Tg1.26).
- Somos ramos ligados à videira que é Cristo, nosso dever é produzir frutos (Jo 15.1-2).

3. A prática da verdadeira religião nos santifica para Deus.
- A pratica da religião pura e imaculada nos separa da corrupção do mundo (Tg 1.27).
- Só experimentamos a boa vontade de Deus quando não nos conformamos com este mundo (Rm 12.2).
- Tiago diz que o amigo do mundo sempre será inimigo de Deus (Tg 4.4).


Conclusão: Só estaremos praticando a verdadeira religião, se estivermos nos desvencilhando das filosofias e das más tradições para vivermos somente a Palavra. Se estivermos buscando produzir frutos e se estivermos trabalhando o nosso processo de Santificação. Se assim fizermos, estaremos “guardando o contacto com o nosso Salvador”!

quinta-feira, 31 de março de 2016

A doutrina da trindade (estudo bíblico em forma de esboço)

A doutrina da trindade (estudo bíblico em forma de esboço)

Texto base: (Mt 28,19)

1- A base da doutrina:

A doutrina da trindade se baseia nas afirmações bíblicas de que:
- Há um só Deus (Dt 6.4), (Gl 3.20)
- O Pai é Deus (1Co 8.6)
- O filho é Deus (Hb 1.5-8), (1Jo 5.20)
- O Espírito Santo é Deus (At 5.3-4)
Logo compreendemos que há um só Deus que subsiste em três pessoas distintas: Pai, filho e Espírito Santo, eis a base da doutrina da trindade.

2- A trindade ao longo da bíblia:

- A trindade na criação do homem “façamos” (Gn 1.26)
- A trindade em vários textos do Antigo Testamento (Dn 7.13-14), (Is 6.8) “ir por nós”, (Is 7.14), (Is 9.6) e (Sl 110.1)
- A trindade na grande comissão (Mt 28.19-20)
- A trindade no batismo de Jesus (Mt 3.16-17) três pessoas visivelmente distintas.
- A trindade na eleição dos salvos (1Pe 1.2)
- A trindade no testemunho do próprio Cristo (Jo 14.16,26)
- A trindade na distribuição dos dons (1Co 12.4-6)
- A trindade na benção apostólica (2Co 13.13)
- A trindade no martírio de Estevão (At 7.55-56)

3- A personalidade do Espírito Santo:

Um dos argumentos dos críticos da doutrina da trindade é que o Espirito Santo não é um ser pessoal, mas a Palavra de Deus nos diz justamente o contrário, ela nos apresenta o Santo Espírito como um ser dotado de escolha e de emoções:
- O E. S. ama (Rm 15.30)
- O E. S. pode ser entristecido (Ef 4.30)
- O E. S. tem vontade própria (1Co 12.11), (At 15.28)
- O E. S. intercede e pensa (Rm 8.26-27)
- É possível se mentir ao E. S. (At 5.3-4)

4- Entendendo a trindade pelos atributos exclusivos das pessoas divinas:

Quando buscamos estudar e conhecer a Deus nas páginas sagradas, percebemos que Ele tem atributos exclusivos que não podem ser encontrados em nenhum ser criado, como por exemplo: Onisciência (só Deus sabe todas as coisas), Imutabilidade (Deus é sempre o mesmo). Vamos citar a seguir os três principais atributos exclusivos de Deus e mostrar que eles estão presentes nas três pessoas divinas que compõem a trindade:
- Onipotência (Deus pode todas as coisas):
. No Pai (Jr 32.17)
. No filho (Mt 28.18)
. No E. S. (Is 40.13-15)
- Onisciência (Deus sabe todas as coisas):
. No Pai (Sl 139.1-4)
. No filho (Jo 2.24-25)
. No E. S. (1Co 2.10-11), (Is 40.13).
- Onipresença (Deus está em toda parte):
. No Pai (Jr 23.23-24)
. No filho (Mt 18.20)
. No E. S. (Sl 139.7-10)

5- Distinguindo as pessoas divinas pela qualidade de Criador Eterno.

O Criador se distingue claramente das criaturas que Ele próprio formou, já que o criador é eterno, sem principio, e por ninguém foi criado. Temos então dois grupos distintos: Criador e criatura, e aqui as três pessoas da trindade se encaixam no primeiro grupo.
- O Pai: Criador (Gn 1.1) eterno (Rm 16.26)
- O filho: Criador (Jo 1.1-3) eterno (Mq 5.2)
- O Espírito Santo: Criador (Jó 26.13) eterno (Hb 9.14)        

    

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Levando a cruz

Levando a cruz

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23)

   No que temos conhecido como meio cristão ou meio evangélico cada vez ouvimos menos a mensagem que nos alerta sobre a necessidade de levar a cruz. A "igreja televisiva", ou seja, aquelas que apresentam programas de televisão normalmente só trazem mensagens do tipo: "você é filho, por isto deve exigir de Deus o melhor!". O que tais pregadores se esquecem é que nem mesmo ao filho unigênito Deus poupou, antes permitiu que ele carregasse a sua cruz para que nós também pudêssemos nos tornar filhos (João 1:12).
   O Senhor Jesus deixa bem claro. Quem quiser segui-lo, quem quiser andar com Ele precisa partilhar do sofrimento que Ele sofreu, precisa estar disposto a levar a sua própria cruz. Este levar a cruz não é esporádico, não é de vez em quando, ele é diário: "tome cada dia a sua cruz". A mensagem que Paulo e Barnabé ensinavam nas igrejas que eles fundavam era bem direta: "...pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus." (Atos 14:22). Ou seja, se alguém procura uma religião que lhe prometa não passar por lutas e tribulações nesta vida, esta religião certamente não é o cristianismo, pelo menos não o cristianismo genuíno.
   Agora se engana quem imaginar que as lutas e dificuldades, ou seja, que o levar a cruz faz do crente uma pessoa triste. Antes até nas tribulações o crente se alegra: "...estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações." (2 Coríntios 7:4). E por que se alegrava o apóstolo Paulo em suas tribulações? Porque o Espírito Santo lhe comunicava que as aflições enfrentadas aqui produziriam uma recompensa gloriosa no porvir: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2 Coríntios 4:17). Está corretíssimo então o refrão do hino 291 da harpa cristã quando diz: "Levarei eu também minha cruz até por uma coroa trocar".
   Mas fato também é que lutas e dificuldades não são exclusividade dos crentes, todo homem está sujeito a elas. A diferença é que o crente não luta sozinho, Deus está sempre lhe fortalecendo para cada batalha. Assim como o Senhor não livrou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de irem para a fornalha de fogo ardente do rei Nabucodonosor, mas entrou com eles lá e os livrou do poder das chamas. Assim como o Senhor não livrou a Daniel de ir para a cova de leões do rei Dário, mas esteve lá com ele e fechou a boca dos leões. Assim também o Senhor por vezes não livra o crente de entrar em uma tribulação, mas Ele está sempre lá com ele para lhe garantir a vitória.

   Não rejeitando a minha cruz, sabendo que é o Senhor quem me fortalece para levá-la, até aquele dia em que a trocarei por uma coroa de glória.

Sidone Gouveia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O ministério da reconciliação (estudo bíblico)

ministério da reconciliação  (estudo bíblico)
Texto base: Romanos 5:1-11 
1 - TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; 
2 - Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. 
3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, 
4 - E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. 
5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 
6 - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 
7 - Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 
8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 
9 - Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 
10 - Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 
11 - E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. 


1- Estávamos na condição de inimigos de Deus, por causa dos nossos pecados. O primeiro passo para a nossa reconciliação, partiu de Deus, foi a justificação. 
"TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;" (v.1) 
- O que significa Justificação? Arthur Tappan Pierson, pastor presbiteriano do século passado, assim definiu: “ao justificar os pecadores, Deus os chama de justos quando, na verdade, não o são; deixa de imputar-lhes os pecados que eles tem e imputa-lhes justiça que eles não tem.” 
Em uma visão espiritual, justificação é o ato de tornar justo e sem culpa aquele que se tornou abominável a Deus por causa do pecado. E por mais que as religiões apresentem receitas para isso, como o chamado purgatório ou a pratica da caridade assistencial, a palavra da verdade é incisiva em dizer que houve um único ato que foi capaz de realizar esta obra entre a humanidade, a morte sacrificial de Cristo na cruz do calvário: 
“por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5:18) 
“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” (Romanos 4:25) 
- Só através da justificação pelo sacrifício de Cristo pudemos alcançar a paz com o Deus Santíssimo. 
- A única forma de ter acesso a esta justificação é através da fé na verdade salvadora "TENDO sido, pois, justificados pela fé"  
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2:8) 
- O sacrifício de Cristo em si contém o poder de purificar, mas o homem só pode ter acesso a ele por meio da fé, crendo no seu magnifico nome. 

2 - Uma vez alcançado pela graça o cristão já pode se gloriar na esperança do que Deus lhe tem reservado: 
"Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." (v.2) 
"Alegrai-vos na esperança..." (Romanos 12:12a) 

3 - O cristão maduro consegue se gloriar até mesmo nas tribulações: 
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência," (v.3) 
"... estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações." (2 Coríntios 7:4) 
"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2 Coríntios 4:17) 
- O efeito das tribulações na vida do crente fiel é o fortalecimento da perseverança: "sabendo que a tribulação produz a paciência," 

4 - A perseverança produz experiência com Deus (maturidade), e esta por sua vez renova as esperanças do crente:  
"E a paciência a experiência, e a experiência a esperança." (v.4) 

5 - A esperança arranca de nós qualquer duvida ou temor, por causa do amor que o Espírito derramou em nossos corações: 
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (v.5) 
"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor..." (1 João 4:18a) 

6 - Cristo nos amou incondicionalmente e se sacrificou por nós conhecendo todas as nossas imperfeições: 
"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios." (v.6) 

7- O sacrifício de Cristo não foi em favor de nenhum justo, mas em favor de homens e mulheres que nada mereciam: 
"Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer." (v.7) 
"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (v.8) 

8- Se quando estávamos nos nossos pecados Cristo se dispôs a morrer por nós, muito mais agora já justificados desfrutaremos as suas bênçãos: 
"Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira." (v.9) 
"Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." (v.10) 
- Agora, depois de crer, e ter acesso à justificação pela graça salvadora de Cristo, já não somos mais estranhos e nem inimigos de Deus, mas herdeiros dele e co herdeiros de Cristo: 
“Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:7)  
"E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados." (Romanos 8:17) 

9- E o resultado da nossa justificação foi o ministério da nossa reconciliação: 
"E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação." (v.11) 
"E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;" (2 Coríntios 5:18)